Pilates Online — Camila MartinsWhatsApp

Avaliação · Dúvidas frequentes

O que é avaliado antes da primeira sessão de Pilates

· 2 min de leitura

Mulher em colchonete acompanhando uma sessão por videochamada

Muita gente estranha quando digo que a primeira sessão não é bem uma sessão.

A expectativa costuma ser começar a se exercitar de imediato. Mas prescrever exercício sem saber quem está do outro lado é chute — e chute, em quem já tem dor, costuma sair caro.

O que eu pergunto antes de qualquer movimento

O histórico. Cirurgias, fraturas, hérnias diagnosticadas, doenças em acompanhamento, medicação de uso contínuo. Não é curiosidade: algumas condições mudam completamente o que pode ou não entrar no plano.

Onde dói, e quando. Dor que aparece de manhã e some ao se mover conta uma história diferente de dor que piora ao longo do dia. O padrão importa tanto quanto o local.

Como é sua rotina. Quantas horas sentada, se carrega peso, se dorme bem, se já se exercitou antes e por que parou. O corpo é resultado do que faz todo dia, não do que faz uma hora por semana.

O que você espera. Voltar a correr, subir escada sem dor, parar de travar a lombar, melhorar postura. Objetivos diferentes pedem caminhos diferentes.

O que eu observo

Como você fica em pé. Distribuição do peso entre os pés, posição da pelve, altura dos ombros, curvaturas da coluna. É o ponto de partida — não um veredito sobre postura “certa” ou “errada”.

Como você se move. Postura parada diz pouco. Muito mais informativo é ver você agachar, girar o tronco, levantar os braços, transferir peso de uma perna para outra.

Onde falta mobilidade. Quadril, tornozelo, coluna torácica e ombro são os lugares onde a restrição costuma se esconder — e onde a compensação costuma aparecer em outro lugar, geralmente na lombar.

Como você respira. Se o tórax quase não se move, se o abdômen trava, se você prende o ar ao fazer força. Respiração é base de tudo no Pilates, e é surpreendentemente comum precisar reaprender.

O que sai dessa conversa

Três coisas:

  1. Uma lista do que evitar por enquanto — movimentos que, para o seu caso específico, ainda não fazem sentido.
  2. Um ponto de partida — o nível em que os exercícios começam, que quase sempre é mais fácil do que a pessoa esperava.
  3. Um jeito de acompanhar — dois ou três marcadores simples para sabermos, em algumas semanas, se estamos no caminho.

Por que a avaliação se repete

Não é uma foto única. A cada algumas semanas eu revisito o que foi observado no início, porque o corpo muda com o estímulo — e o exercício que fazia sentido no primeiro mês pode já estar defasado no terceiro.

Uma ressalva honesta

A avaliação não é diagnóstico. Ela orienta o exercício; não substitui consulta médica, exame de imagem nem investigação de dor persistente.

Quando aparece algo que foge do escopo do exercício, eu digo — e encaminho. Faz parte do trabalho reconhecer o limite dele.

Se quiser conversar sobre o seu caso, a primeira sessão é gratuita e é exatamente essa avaliação.

← Ver todos os artigos